Se a sua empresa pensa em trocar de escritório em São Paulo, prepare-se para negociar mais cedo. O aluguel de escritórios em São Paulo atingiu a faixa de R$ 170 a R$ 180 por m² na Avenida Paulista, nível apontado como inédito pela consultoria CBRE, em dados citados pela Exame. O motivo é simples: muita gente procurando e pouco espaço bom disponível. Seis em cada dez metros quadrados dos prédios novos de 2026 já tinham inquilino antes de a obra ser entregue.
Os números que mostram a força da demanda
O mercado de alto padrão da capital paulista voltou a ganhar força em 2026. Veja o balanço dos nove primeiros meses do ano:
| Indicador (janeiro a setembro de 2026) | Dado |
|---|---|
| Absorção bruta | 684 mil m² |
| Comparação com a média de 2019 a 2025 | 23% acima |
| Absorção líquida | 313 mil m², recorde |
| Vacância geral da cidade | cerca de 15% |
| Vacância em edifícios AAA | 12,8% |
A absorção bruta é o total de área ocupada no período. A líquida desconta as áreas que as empresas devolveram, e por isso mostra o crescimento real da ocupação. O recorde nesse indicador indica que entrou mais empresa do que saiu.
Paulista testa um patamar de preço nunca visto
Na Paulista, a combinação de procura aquecida e pouca disponibilidade empurrou os valores para cima. A situação é ainda mais apertada para empresas que precisam de muito espaço. Hoje existe só uma opção pronta com cerca de 20 mil m² em toda a cidade e sete alternativas acima de 10 mil m². Na própria Paulista, a maior parte dos novos projetos tem lajes menores que 1.000 m².
Um exemplo para você visualizar: uma empresa que alugue uma laje de 500 m² na Paulista pagaria entre R$ 85 mil e R$ 90 mil por mês só de aluguel, a R$ 170 e R$ 180 por m². Se precisar de 1.000 m², o valor sobe para a faixa de R$ 170 mil a R$ 180 mil. Condomínio e demais encargos dependem do contrato e ficam fora dessa conta.
O novo estoque já chega comprometido
São Paulo deve receber cerca de 420 mil m² de escritórios novos em 2026, bem acima da média anual histórica, que fica entre 200 mil e 300 mil m². Mesmo com essa oferta maior, 60% da área prevista já estava pré-locada antes da entrega. O retorno ao trabalho presencial e a escassez de grandes lajes fazem as empresas fecharem negócio ainda na planta ou durante a obra.
Entre os exemplos de contratos já assinados estão:
- Amazon: ocupa o Biosquare.
- Nubank: fechou o Cyrela Corporate.
- Itaú: contratou uma torre do EZ Towers.
- Bayer: locou 15 mil m² no Alto das Nações.
A recuperação favorece prédios de melhor qualidade
Edifícios classe A e A+ responderam por 60% da absorção bruta até setembro. As empresas estão migrando para prédios melhores, e isso aparece na vacância de cada região:
- Faria Lima e eixo JK: 7,9%.
- Pinheiros: 9,9%.
- Chucri Zaidan: 14,6%.
Ou seja, a retomada do aluguel de escritórios em São Paulo não acontece igual em todos os endereços. A decisão passa por localização, eficiência do prédio e serviços oferecidos. Quem fica com os melhores prédios de regiões muito disputadas paga mais e encontra menos opção.
O que isso muda para você
Se você é inquilino ou responsável por contratos de escritório na sua empresa, estes pontos ajudam:
- Comece cedo: com 60% do estoque novo já fechado antes da entrega, esperar a obra terminar reduz muito as suas chances.
- Compare regiões: onde a vacância é maior, como no Chucri Zaidan, a negociação tende a ser menos apertada do que na Faria Lima ou no eixo JK.
- Calcule a laje de que você precisa: se o seu time cabe em menos de 1.000 m², a Paulista ainda tem projetos novos. Acima de 10 mil m², as opções são poucas.
Se você é proprietário ou investidor, o cenário de preços altos pode voltar a viabilizar novos projetos. Mesmo assim, a escassez de grandes áreas deve continuar. Segundo o levantamento, não há previsão de empreendimentos com mais de 60 mil m² até 2040.
Quer acompanhar a evolução do mercado de escritórios, comparar eixos como Faria Lima, Paulista e Berrini e entender quando é a hora certa de negociar? Continue lendo o Portal de Notícias Web Imóveis e veja os próximos conteúdos do blog.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quanto custa o aluguel de escritórios na Avenida Paulista em 2026?
R: Segundo a CBRE, citada pela Exame, as transações na Paulista chegaram à faixa de R$ 170 a R$ 180 por m², um patamar inédito.
P: Qual é a vacância de escritórios em São Paulo?
R: A vacância geral da cidade ficou em torno de 15% nos nove primeiros meses de 2026. Nos edifícios AAA, o índice foi de 12,8%.
P: Quanto do novo estoque de escritórios já está alugado?
R: Cerca de 60% dos 420 mil m² previstos para 2026 já estavam pré-locados antes da entrega dos prédios.
P: Quais regiões têm menos espaço disponível?
R: Faria Lima e eixo JK têm vacância de 7,9%. Pinheiros tem 9,9% e Chucri Zaidan, 14,6%.
P: Por que está difícil achar grandes lajes?
R: Existe apenas uma opção pronta com cerca de 20 mil m² e sete acima de 10 mil m² na cidade. Além disso, não há previsão de empreendimentos acima de 60 mil m² até 2040.
Fonte de Referências:
Portas, Exame, com dados da CBRE




