Aluguel residencial desacelera em setembro, mas acumula alta de 7,11% em 2026

Aluguel residencial sobe 7,11% em 2026, diz FipeZap

Se você aluga ou pensa em alugar um imóvel, a notícia tem dois lados. O aluguel residencial subiu 0,52% em setembro, o menor avanço dos últimos meses, mas o preço dos anúncios já acumula alta de 7,11% em 2026. Os dados são do índice FipeZap e mostram um mercado que esfria devagar, e não de forma geral: algumas capitais seguem em disparada, enquanto outras já registram queda.

O que o FipeZap mede e o que ele não mede

O índice acompanha o preço dos anúncios de novos aluguéis residenciais. Isso significa que ele não representa o reajuste dos contratos que já estão em vigor, nem os valores efetivamente fechados entre proprietário e inquilino. Se você já mora de aluguel, o seu aumento depende do índice previsto no contrato. O FipeZap serve como termômetro do preço que os proprietários pedem hoje por um imóvel que acaba de entrar no mercado.

Os números de setembro

Indicador Resultado
Aluguel residencial (FipeZap) em julho 0,70%
Aluguel residencial (FipeZap) em agosto 0,55%
Aluguel residencial (FipeZap) em setembro 0,52%
IPCA em setembro 0,82%
IGP-M em setembro 1,57%
Aluguel acumulado de janeiro a setembro 7,11% (era 6,56% até agosto)
IPCA acumulado no ano 3,95%
IGP-M acumulado no ano 3,45%

Em setembro, o aluguel subiu menos que a inflação oficial e menos que o IGP-M. No acumulado do ano, porém, ele segue com folga na frente dos dois. A desaceleração mensal vem desde abril.

Entre as 36 cidades monitoradas pelo FipeZap, 31 tiveram aumento de preço entre agosto e setembro. Nas capitais, foram 19 altas e 3 quedas.

Quem subiu e quem caiu em setembro

Goiânia teve a maior alta mensal entre as capitais, com 1,15%, seguida de Maceió (1,06%), Florianópolis (1,02%) e Salvador (0,91%). Essas quatro foram as únicas a superar o IPCA do mês.

Do outro lado, três capitais recuaram: Brasília (queda de 0,53%), Cuiabá (0,19%) e Aracaju (0,16%). Em Aracaju, a queda vem depois de um recuo de 2,20% em agosto.

Ranking do aluguel residencial nas capitais em 2026

Campo Grande lidera o ano, com alta de 16,91% até setembro, ante 16,25% até agosto. Natal ocupa o segundo lugar (14,36%), Aracaju o terceiro (13,39%) e Fortaleza o quarto (12,49%).

Capital Alta de janeiro a setembro
Campo Grande (MS) 16,91%
Natal (RN) 14,36%
Aracaju (SE) 13,39%
Fortaleza (CE) 12,49%
Rio de Janeiro (RJ) 11,86%
Manaus (AM) 10,98%
Vitória (ES) 9,91%
Teresina (PI) 9,77%
João Pessoa (PB) 6,87%
Goiânia (GO) 6,80%
Porto Alegre (RS) 6,41%
Curitiba (PR) 6,29%
Recife (PE) 6,15%
Salvador (BA) 6,00%
Belo Horizonte (MG) 5,75%
Brasília (DF) 5,52%
Cuiabá (MT) 4,96%
São Paulo (SP) 4,93%
Maceió (AL) 3,25%
Florianópolis (SC) 2,65%
São Luís (MA) 0,69%
Belém (PA) 0,43%

São Paulo e Rio seguem ritmos diferentes

No Rio de Janeiro, o aluguel subiu 0,74% em setembro, abaixo dos 0,99% de agosto. A alta acumulada foi de 11,04% para 11,86%, o que coloca a cidade na quinta posição do ranking.

Em São Paulo, o movimento foi inverso no mês: 0,64% em setembro, acima dos 0,29% de agosto. O acumulado passou de 4,27% para 4,93%, cerca de um ponto percentual acima da inflação.

As duas capitais continuam entre as mais caras. São Paulo tem o maior preço médio de locação entre as 22 capitais monitoradas, com R$ 65,78 por m². O Rio aparece em quarto lugar, com R$ 61,86 por m².

Rentabilidade do aluguel fica estável

A rentabilidade média projetada do aluguel residencial foi de 6,13% ao ano em setembro, quase igual aos 6,14% de agosto. Esse retorno segue abaixo da taxa de juros real prevista para os próximos 12 meses, ou seja, o juro que sobra depois de descontar a inflação.

O que isso muda para você

Se você é inquilino:

  • Use o preço por m² como régua. Em São Paulo, por exemplo, um apartamento de 60 m² teria preço médio anunciado de cerca de R$ 3.947 por mês (60 m² × R$ 65,78). No Rio, seriam cerca de R$ 3.712. Se o anúncio que você viu estiver bem acima da média do bairro, há espaço para negociar.
  • Pesquise o seu mercado. A média nacional esconde diferenças grandes, como a de Campo Grande (alta de 16,91%) e a de Belém (0,43%).
  • Não confunda os índices. O FipeZap mostra preço de anúncio. O seu reajuste vem do índice do contrato.

Se você é proprietário ou investidor:

  • Reveja o preço pedido com base na sua cidade. Em capitais com queda recente, como Brasília e Cuiabá, pedir acima do mercado pode deixar o imóvel vazio por mais tempo.
  • Compare a rentabilidade com o juro real. Com retorno médio de 6,13% ao ano, o aluguel sozinho rende menos que algumas aplicações de renda fixa. O ganho com valorização do imóvel também entra na conta.
  • Faça o cálculo com custos. Uma alta de 7,11% sobre um aluguel de R$ 2.000, por exemplo, levaria o valor a R$ 2.142. Condomínio, IPTU e períodos vagos reduzem o que sobra.

Quer acompanhar os próximos números do FipeZap, os índices de reajuste e as tendências do mercado de locação? Continue lendo o Portal de Notícias Web Imóveis e confira os próximos conteúdos do blog.

FAQ – Perguntas Frequentes

P: Quanto subiu o aluguel residencial em setembro de 2026?

R: O preço médio dos anúncios subiu 0,52% em setembro, segundo o índice FipeZap. Em agosto, a alta havia sido de 0,55%, e em julho, de 0,70%.

P: Quanto o aluguel acumula de alta em 2026?

R: De janeiro a setembro, o aluguel residencial acumula 7,11%, contra 3,95% do IPCA e 3,45% do IGP-M no mesmo período.

P: O FipeZap mostra o reajuste do meu contrato?

R: Não. O índice mede o preço de anúncios de novos aluguéis. O reajuste de contratos em vigor segue o índice previsto no contrato, como IGP-M ou IPCA.

P: Qual capital tem o aluguel mais caro?

R: São Paulo, com preço médio de R$ 65,78 por m² entre as 22 capitais monitoradas. O Rio de Janeiro aparece em quarto lugar, com R$ 61,86 por m².

P: Em quais capitais o aluguel mais subiu em 2026?

R: Campo Grande (16,91%), Natal (14,36%), Aracaju (13,39%), Fortaleza (12,49%) e Rio de Janeiro (11,86%) lideram o ranking até setembro.

Fonte de Referência:

Portas

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