Se você está buscando um imóvel para alugar ou já acompanha os reajustes do seu contrato, o índice FipeZap traz uma leitura importante: o preço médio do aluguel residencial subiu 0,55% em agosto, uma desaceleração em relação aos 0,70% de julho e aos 0,81% de junho.
O detalhe é que essa alta aconteceu em um mês de deflação nos principais índices de preços. O IPCA recuou 0,32% em agosto e o IGP-M, referência para reajustes de contratos de locação, caiu 0,22%. Ou seja, mesmo com os preços da economia cedendo, o aluguel continuou subindo.
Por que isso importa agora para quem aluga ou investe
No acumulado de 2026, os aluguéis sobem 6,56%, contra 5,97% até julho. Esse número está levemente abaixo do registrado no mesmo período de 2025, que foi de 6,83%, mas supera com folga a inflação oficial. O IPCA acumula 3,11% no ano e o IGP-M, apenas 1,85%.
Vale um esclarecimento antes de tirar conclusões apressadas: o índice FipeZap acompanha os preços anunciados para novos aluguéis residenciais. Ele não reflete os reajustes aplicados aos contratos que já estão em vigor. Se você já mora no imóvel, seu reajuste segue o índice previsto em contrato, normalmente o IGP-M ou o IPCA.
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Campo Grande assume a liderança entre as capitais
A grande mudança no ranking de agosto aconteceu no topo. Campo Grande passou a liderar a valorização acumulada no ano, com alta de 16,25% no aluguel residencial, saltando da segunda posição, onde estava com 11,95% em julho.
Natal também ganhou terreno e ocupa agora o segundo lugar, com 13,84%. Aracaju, que liderava até julho, caiu para a terceira posição com 13,57%, explicada pela queda de 2,20% registrada no mês. Fortaleza aparece com 12,32% e o Rio de Janeiro fecha o top 5 com 11,04%.
| Capital | Alta acumulada de janeiro a agosto de 2026 |
|---|---|
| Campo Grande (MS) | +16,25% |
| Natal (RN) | +13,84% |
| Aracaju (SE) | +13,57% |
| Fortaleza (CE) | +12,32% |
| Rio de Janeiro (RJ) | +11,04% |
| Manaus (AM) | +10,87% |
| Índice FipeZap | +6,56% |
| Brasília (DF) | +6,09% |
| Curitiba (PR) | +5,58% |
| Belo Horizonte (MG) | +4,91% |
| São Paulo (SP) | +4,27% |
| IPCA (IBGE) | +3,11% |
| Florianópolis (SC) | +1,62% |
| Belém (PA) | +0,27% |
Na variação mensal isolada, Vitória liderou com 4,01% em agosto, seguida por Campo Grande com 3,85% e Natal com 2,82%. No total, 27 das 36 cidades monitoradas registraram aumento nos preços de locação, sendo 16 altas e seis quedas entre as capitais.
Rio e São Paulo seguem em ritmos diferentes
As duas maiores capitais do país tiveram comportamentos distintos. No Rio, os preços anunciados subiram 0,99% em agosto e a valorização acumulada passou de 9,94% para 11,04%. Em São Paulo, o avanço mensal foi de apenas 0,29%, levando o acumulado de 3,97% para 4,27%.
Mesmo com a alta mais moderada, São Paulo segue com o maior preço médio de locação entre as 22 capitais monitoradas, a R$ 65,36 por metro quadrado. O Rio ocupa a quarta posição, com R$ 61,40 por metro quadrado.
O que isso muda na prática para quem aluga ou investe
Se você é investidor, o dado de rentabilidade merece atenção. O retorno médio projetado do aluguel residencial ficou em 6,14% ao ano em agosto, exatamente o mesmo percentual de julho, e permanece abaixo da taxa de juros real de referência estimada para os próximos 12 meses.
Alguns pontos práticos a considerar:
- Se você investe em locação, imóveis de um dormitório seguem com o maior retorno projetado, de 6,77% ao ano, contra 4,85% das unidades de quatro ou mais dormitórios
- Se está procurando imóvel para alugar, compare o preço anunciado com o praticado há seis meses na mesma região, a variação entre capitais é muito desigual
- Se já tem contrato ativo, lembre que seu reajuste segue o índice contratual, não o FipeZap, e o IGP-M acumula apenas 1,85% no ano
- Se avalia onde investir, capitais do Norte e Nordeste concentram as maiores valorizações do ano, enquanto o Sul e o Sudeste ficam abaixo da média nacional
Se você quer acompanhar os próximos movimentos do aluguel residencial e os índices de reajuste mês a mês, vale seguir as atualizações do Portal de Notícias Web Imóveis.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quanto subiu o aluguel residencial em 2026?
R: O índice FipeZap acumula alta de 6,56% de janeiro a agosto de 2026, acima do IPCA, que registra 3,11% no período, e do IGP-M, com 1,85%.
P: Qual capital teve a maior alta no aluguel residencial em 2026?
R: Campo Grande lidera com valorização acumulada de 16,25% no ano, seguida por Natal com 13,84% e Aracaju com 13,57%.
P: O índice FipeZap reflete o reajuste do meu contrato de aluguel?
R: Não. O FipeZap mede os preços anunciados para novos contratos de locação. O reajuste de contratos vigentes segue o índice previsto em cláusula contratual, normalmente IGP-M ou IPCA.
P: Qual a rentabilidade média do aluguel residencial atualmente?
R: O retorno médio projetado ficou em 6,14% ao ano em agosto. Imóveis de um dormitório apresentam o maior retorno, de 6,77%, enquanto unidades de quatro ou mais dormitórios rendem 4,85%.
Com informações de Portas




