Fundo com imóveis públicos em Goiás pode gerar R$ 12,3 bilhões em vendas

Fundo com imóveis públicos de Goiás pode gerar R$ 12,3 bi

Um conjunto de imóveis públicos de Goiás avaliado em R$ 834 milhões pode virar a base de empreendimentos com potencial de gerar R$ 12,3 bilhões em Valor Geral de Vendas. A estimativa faz parte de estudos preliminares de viabilidade conduzidos pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública sobre os ativos que devem integrar um novo fundo imobiliário do Estado.

O que está em jogo com o Fundo de Investimento Imobiliário de Goiás

O governo goiano realiza nesta terça-feira, 25 de agosto, a licitação para contratar as instituições responsáveis por estruturar, administrar e gerir o FII-GO. O valor estimado dessa contratação é de cerca de R$ 77,7 milhões para todo o período de operação do fundo, e a operação vai envolver um administrador fiduciário autorizado pela CVM, além de um gestor profissional habilitado.

A estratégia por trás da iniciativa é simples de entender: em vez de vender os imóveis públicos no estado atual, o governo pretende usá-los como ativos para desenvolver projetos imobiliários completos, capturando um valor bem maior do que o de uma venda direta.

Por que o VGV projetado é tão maior que o valor dos imóveis

Se você está tentando entender a diferença entre os R$ 834 milhões de avaliação e os R$ 12,3 bilhões de VGV potencial, o cálculo não representa dinheiro garantido no caixa do Estado. O indicador soma o valor projetado para a venda de todas as unidades dos empreendimentos que poderiam nascer nesses terrenos, caso o potencial estimado se confirme na prática.

Segundo os estudos do IBAP, os projetos ligados a esses imóveis públicos poderiam gerar até R$ 1,8 bilhão diretamente para o Estado, caso o modelo funcione como projetado.

Indicador Valor
Avaliação atual dos ativos R$ 834 milhões
VGV potencial dos empreendimentos R$ 12,3 bilhões
Retorno estimado para o Estado Até R$ 1,8 bilhão
Custo de estruturação do fundo R$ 77,7 milhões

Quais imóveis fazem parte dessa carteira

A lista inclui terrenos em diferentes pontos de Goiás, com destaque para áreas nos setores Jaó, Aeroviários, Parque das Laranjeiras, Grajaú e Pedro Ludovico, em Goiânia, além de ativos em Pirenópolis, Pires do Rio e Santa Helena de Goiás. Também entram na relação imóveis conhecidos da capital, como o antigo Clube Telegoiás, o antigo Clube CELG e a antiga sede da Agrodefesa.

Vale destacar que essa carteira inicial serve para testar a viabilidade do modelo. Outros imóveis públicos poderão ser incorporados ao fundo em etapas futuras, caso a estrutura se mostre eficiente.

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Como a lei estadual organiza essa transferência de patrimônio

A criação do fundo ganhou respaldo legal com a Lei Estadual nº 24.387, de 26 de junho de 2026, que autoriza Goiás a transferir imóveis públicos para fundos imobiliários por meio da integralização de cotas.

A legislação exige que cada ativo passe por avaliação prévia, justificativa administrativa e demonstração de vantagem econômica antes de entrar no fundo. Quando o imóvel estiver ligado a algum serviço público, a lei também exige um plano que garanta a continuidade, substituição ou realocação dessa atividade.

Um ponto importante para quem acompanha esse tipo de estrutura: as cotas do fundo poderão ficar nas mãos do próprio Estado, de autarquias, fundações, empresas estatais e investidores privados, mas Goiás deverá manter a maioria das cotas. A perda do controle estatal só pode acontecer com autorização legislativa específica.

O que essa movimentação sinaliza para o mercado imobiliário

Esse modelo de fundo imobiliário público representa uma alternativa concreta à venda direta de terrenos ociosos, prática comum em outros estados brasileiros. Para quem acompanha o setor de fundos imobiliários e desenvolvimento urbano, alguns pontos merecem atenção:

  • O sucesso do FII-GO pode servir de referência para outros estados que têm patrimônio público subutilizado
  • O fato de o Estado manter a maioria das cotas reduz o risco de perda de controle sobre os ativos públicos ao longo do tempo
  • A entrada de investidores privados nas cotas abre uma via de participação para quem busca exposição a projetos imobiliários com respaldo estatal
  • O resultado da licitação de 25 de agosto vai definir quem estrutura e opera o fundo, um passo determinante para o cronograma dos próximos empreendimentos

Se o modelo funcionar como projetado, Goiás transforma patrimônio público parado em desenvolvimento urbano ativo, com potencial de gerar receita recorrente para o Estado ao longo dos próximos anos.


FAQ – Perguntas Frequentes

P: O que é o Fundo de Investimento Imobiliário de Goiás (FII-GO)?

R: É um fundo criado pelo Estado para transferir imóveis públicos e usá-los como base para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, em vez de simplesmente vendê-los no estado atual.

P: Os R$ 12,3 bilhões em VGV representam dinheiro garantido para Goiás?

R: Não. O valor é uma projeção da soma das vendas dos empreendimentos que poderiam ser desenvolvidos nesses terrenos, caso o potencial estimado se concretize.

P: Quem pode ter cotas do fundo imobiliário de Goiás?

R: O próprio Estado, autarquias, fundações, empresas estatais e investidores privados podem deter cotas, mas Goiás deve manter a maioria delas por determinação legal.

P: Quais imóveis fazem parte da carteira inicial do fundo?

R: Terrenos em Goiânia, Pirenópolis, Pires do Rio e Santa Helena de Goiás, além de imóveis conhecidos como o antigo Clube Telegoiás, o antigo Clube CELG e a antiga sede da Agrodefesa.

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