Condomínio mais caro do Brasil: veja o ranking de cidades em 2026
Se você está pensando em comprar ou alugar um imóvel, o valor do condomínio merece tanta atenção quanto o preço do aluguel ou da parcela do financiamento. Um levantamento da Loft mostra que o custo médio de condomínio subiu 25,8% entre 2025 e 2026 nas principais cidades brasileiras, saindo de R$ 385 para R$ 484 por mês. Como foi feito o levantamento A pesquisa analisou mais de 1,5 milhão de anúncios de imóveis residenciais em plataformas digitais, cobrindo 52 cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Para os rankings de maior e menor valor, foram consideradas as 37 cidades com pelo menos 2.000 anúncios ativos tanto em 2025 quanto em 2026, distribuídas por sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás. Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o valor do condomínio costuma ser subestimado na decisão de compra ou locação, mas pesa de forma recorrente no orçamento mensal. Ele destaca que a alta não é um fenômeno isolado de São Paulo ou do Rio, já que cidades médias em expansão, como Guarulhos e Itajaí, e destinos de segunda residência, como Balneário Camboriú, também aparecem entre as maiores altas do país. Veja também: Imóveis de alto padrão em São Paulo já custam R$ 90 mil o metro quadrado Nova Lima lidera o ranking das cidades com condomínio mais caro Nova Lima (MG) tem o condomínio mais caro do Brasil, com valor médio de R$ 1.018 por mês em 2026, alta de 11,5% frente ao ano anterior. O resultado reflete o padrão dos condomínios da região metropolitana de Belo Horizonte, com unidades maiores e mais infraestrutura de lazer. Santana de Parnaíba (SP), no entorno de Alphaville, aparece em segundo lugar, com R$ 986, seguida por Bertioga (SP), com R$ 901, impulsionada por empreendimentos de segunda residência à beira-mar. # Cidade UF Cond. médio 2025 Cond. médio 2026 Variação 1 Nova Lima MG R$ 913 R$ 1.018 +11,5% 2 Santana de Parnaíba SP R$ 929 R$ 986 +6,1% 3 Bertioga SP R$ 659 R$ 901 +36,8% 4 Niterói RJ R$ 694 R$ 856 +23,3% 5 São Paulo SP R$ 727 R$ 842 +15,7% 6 Barueri SP R$ 609 R$ 791 +29,8% 7 Balneário Camboriú SC R$ 423 R$ 661 +56,4% 8 Campinas SP R$ 547 R$ 656 +20,0% 9 Valinhos SP R$ 578 R$ 633 +9,7% 10 Rio de Janeiro RJ R$ 568 R$ 620 +9,2% Se você pensa que as duas maiores capitais do país lideram esse ranking, os números mostram outra realidade. São Paulo aparece apenas na 5ª posição, com R$ 842, e o Rio de Janeiro na 10ª, com R$ 620, ambos atrás de cidades menores e mais nobres do entorno metropolitano. Guarulhos tem o maior crescimento no valor do condomínio Enquanto Nova Lima lidera em valor absoluto, Guarulhos (SP) lidera o crescimento nacional, com alta de 79,5% no condomínio, saindo de R$ 210 para R$ 377 na comparação anual. Itajaí (SC), com alta de 70,5%, e Balneário Camboriú (SC), com 56,4%, completam o pódio das maiores altas. Vale destacar que Balneário Camboriú aparece nas duas listas: está entre as dez cidades com condomínio mais caro do país e também entre as que mais crescem, um sinal de mercado premium em plena valorização. # Cidade UF Cond. médio 2025 Cond. médio 2026 Variação 1 Guarulhos SP R$ 210 R$ 377 +79,5% 2 Itajaí SC R$ 293 R$ 500 +70,5% 3 Balneário Camboriú SC R$ 423 R$ 661 +56,4% 4 São Leopoldo RS R$ 220 R$ 327 +48,5% 5 Cachoeirinha RS R$ 202 R$ 299 +48,4% 6 Capão da Canoa RS R$ 377 R$ 557 +47,8% 7 Belo Horizonte MG R$ 250 R$ 368 +47,1% 8 Betim MG R$ 186 R$ 273 +46,6% 9 Diadema SP R$ 194 R$ 278 +43,2% 10 São Gonçalo RJ R$ 222 R$ 315 +41,6% Chama atenção a presença de três cidades do Rio Grande do Sul entre as dez que mais cresceram (São Leopoldo, Cachoeirinha e Capão da Canoa), sinal de que a valorização também avança com força na região metropolitana de Porto Alegre e no litoral gaúcho. Por que as capitais crescem mais devagar que cidades médias Um padrão se repete nos dois rankings: São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo com custo de condomínio elevado em termos absolutos, crescem mais devagar (+15,7% e +9,2%) do que cidades menores do entorno metropolitano ou de outras regiões do país. Isso sugere que o movimento de alta de condomínio no Brasil está menos concentrado nas grandes capitais, que já têm um estoque mais maduro e consolidado, e mais espalhado por cidades médias em expansão. Esse crescimento acontece tanto pela chegada de empreendimentos verticais novos, como em Guarulhos, Betim e Diadema, quanto pela valorização de mercados de segunda residência, como Balneário Camboriú e Bertioga. O que isso muda para quem está comprando ou alugando um imóvel Se você está decidindo onde morar, os dados reforçam um ponto importante: o valor do condomínio varia muito mais entre bairros e regiões metropolitanas do que entre capitais e cidades menores. Nem sempre a cidade mais cara para comprar um imóvel é a que tem o condomínio mais caro. Antes de fechar negócio, vale seguir alguns passos práticos: Simule o custo total mensal, somando aluguel ou parcela do financiamento, condomínio e IPTU, em vez de olhar apenas o valor do imóvel isoladamente Compare bairros específicos, não só a média da cidade, já que a variação dentro de uma mesma capital pode ser maior do que entre cidades diferentes Se está considerando cidades médias em expansão, como Guarulhos ou Itajaí, verifique a tendência de crescimento do condomínio nos últimos anos, não apenas o valor atual Para quem busca imóveis de segunda residência, fique atento a destinos litorâneos como Balneário Camboriú e Bertioga, que combinam condomínio elevado com forte valorização Entender essa dinâmica ajuda a evitar surpresas no orçamento mensal, especialmente em cidades onde o condomínio vem subindo mais rápido do que o valor do próprio imóvel. Para mais notícias … Continue lendo Condomínio mais caro do Brasil: veja o ranking de cidades em 2026
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